Essa louca vida

  
As reviravoltas que a vida dá é o giro da montanha-russa que não ousamos entrar, a diferença é que essa voltinha que bagunça tudo, não depende do nosso querer. 

Tudo em mim saiu do lugar, encontro valores esgarçados pelo tempo, e perdas por questões imaginárias. Sendo assim, inevitavelmente, o amor se molda ao racionalismo, confrontando a passionalidade e o ímpeto. 

Hoje, sei que a idade aciona pausas para quem amadurece, e não tem a ver com covardia, envolve coragem, e muita, para desacelerar, e esperar o que tem o seu tempo de desabrochar. 

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Acidentes acontecem 

  

Enquanto gastava neurônios pensando em problemas que se resumiam em quereres esperados, senti na pele que os acidentes expontâneos nos rondam, e sempre, sempre que o quadro parece o pior possível, piora mais. Ou seja, se você estiver fodida, e achar que não pode acontecer mais nada de ruim, tamanho o sofrimento, te digo: te prepara, lá vem um teste do além para saber se você enverga ou quebra. 

Cumplicidade é artigo raro

amor

Liguei para uma amiga do Rio, queria bater papo com uma figura que me conhece bem, ex-namorada que passa a ser amiga de infância. Falamos sobre muitas coisas antes de conseguir confidenciar meus últimos dias, que foram bem condenáveis para os mais puritanos. Gente puritana é engraçada, no fundo ficam com inveja do escracho da entrega.

Amiga de mais de 10 anos sabe quando a outra quer falar um podre, e sem ser condenada, de preferência. O lance é que danei a falar sem travas que meu corpo anda frenético por um carinho que não me cabe. Fazia tempo que nem o meu próprio toque era o mesmo que nada. Minha libido brochou depois de sentir o inesperado, acho que era para ser o contrário, né?

Aquela história de dizer que não ia dar em nada, deu! Mas deu no atropelo, com uma velocidade de quereres tão grande, que mal consegui perceber o que estava fazendo ali. 

Me preocupa esse jeito de tentar apagar o que me incomoda, e afirmo: não tenho a intenção de ser uma filha-da-puta, mas essa busca de querer o simples e pleno, não chega ao fim nunca.

Não nos conhecemos totalmente

Fatos inusitados sempre aconteceram comigo, nunca foram leves. São regados a muita emoção, e tenho me assustado sobre a dinâmica que na maioria das vezes lido com as decepções. Desconstruo em segundos, essa é a constatação mais óbvia.

Voltei para o meu apartamento. Mais um compromisso com o resgate de um mundo, que tenho chegado à conclusão de que só pode ser imaginário.

Dei a minha palavra de que vou ceder os móveis para o empreendimento cultural que estamos montando, esse que me fodeu a vida financeira. E no fundo, sinto duas coisas: um alívio de poder renovar toda uma vida, deixando de lado os tijolos do passado, importantes por sinal, já que são as marcas. E, pela primeira vez em anos, poder fazer do meu jeito. É uma sorte muito grande perceber e abrir mão da dependência, seja ela qual for. Principalmente quando é por alguém, emocionalmente falando.

Repito diariamente esse mantra: quero tranquilidade! Chega de relações problemáticas, que de alguma forma puxe para baixo, regrida, ou algo do tipo fazer perder o controle da vida.

Hoje, ousei, e me superei mais uma vez.  Fiz o que meu coração pediu, mas, sinto aquele gelo no coração de que rola uma esnobada (vou me foder), sei lá, vamos ver o desenrolar dos acontecimentos. No fim, acabo acertando quando não penso tanto em querer, e vai que dessa vez acontece slguma coisa diferente. (Meu coração diz que nada muda)

Cada dia uma surpresa


Uma pessoa de muitas buscas as vezes deixa o esgotamento tomar conta, e já falei aqui de tentativas, sem pieguices, todo mundo passa a vida tentantando. Por isso, apenas hoje, percebi, que o que me deprime é acabar sendo levada pela emoção alheia sem me agarrar nos galhos, pelo caminho, que poderiam me salvar, e depois, tudo passa, eu me fodo, a fila anda, todo mundo fica bem no final, e eu sofro. Quanta coisa poderia ter sido evitada?

A palavra é um veneno ou grande porta escancarada, principalmente quando não é um jogo. E infelizmente minha insegurança, não que eu seja a pessoa mais insegura do mundo, um pouco, o suficiente para não tentar até o fim em algumas situações, costumo jogar com as palavras que despertam verdades, e não dou conta de administrar. Principalmente quando não importa, e mesmo sabendo, sigo em frente.

Será que a falta de apego me impede de construir castelos no chão?

Gosto é que nem …

Ainda estava bitolada com a ideia de família doriana, porém, passou rápido, cheguei a conclusão de que os prazeres da carne não são os mais importantes na hora do vamos ver, família é muito mais que tradições, e não me encaixo aos padrões familiares impostos.

O que vale nessa história de relacionamento, pelo que tenho percebido, é que você tem que estar tão disposta, que o ronco alheio se torna agradável, e isso sem sacrificar nenhuma porcentagem do tesão.

Felizmente ou infelizmente, para quem, eu não sei, uma coisa é incontestável: homens continuam sendo homens, e eu, uma eterna sapatão que gosta de verdade de mulheres, e busca um espaço em comum sem gêneros, que não estagne os impulsos.

A euforia já passou, agora é amadurecer ideias e ir atrás do espaço que me cabe.